Gostava de falar de um assunto muito sério, e muito em debate por estes tempos tão conturbados. Os milhares que fogem do inferno em busca de um El Dorado inexistente. São pessoas que tentam procurar uma vida melhor, uma promessa mentirosa, trocando o inferno pelo incerto infernal. Falo dos refugiados que chegam quase todos os dias à Europa. Muito se tem debatido sobre este assunto, com troca de ideias sobre a melhor solução para este problema humanitário.
Primeiro falamos de algo muito sério. Não podemos aqui misturar ideais políticos, religiosos ou sociais com este drama que passa todos os dias o Mediterrâneo. Falamos de vidas. Da oportunidade de viver. Temos de ser muito sérios, e não podemos embarcar em desonestidade intelectual, em pseudo ideias baseadas num ideológico social e político. Existe um momento na vida que a filosofia fica de fora, em que a realidade é tão nua e crua que basta de filosofar...esse momento chama-se sobrevivência.
Segundo, se existe uma solução para este problema? Existe, mas não é a mais debatida. Escutei partes a falar sobre o facto de e não pode haver fronteiras para os refugiados...mas para todos os outros já pode...ok, continuamos a alimentar os coitadinhos em prol dos ideais idiotas do socialismo barato e demodé...outros dizem que a Europa tem de se preparar para receber estas pessoas...pois mas se a Europa vive um flagelo de desemprego e problemas sociais com todos os e tem, ainda vai receber mais problemas?... Mais fala baratos...
A solução passa por algo muito simples e obvio... Solucionar os problemas dos países de onde são oriundos os cidadãos. Ah, mas isso é utópico. Pois, mas pelo menos é uma solução digna e honesta para estas pessoas. Parece que a humanidade prefere andar com pensamentos idiotas de uma falsa compaixão e continuar a ver o problema a rebentar-lhe nas mãos, do que procurar resolvê-los. Não existem soluções perfeitas, mas pode haver minimização do problema. E esta via trará um retrocesso nos mercados negros de pessoas. Os mercados paralelos existem quando os legais não funcionam. Se colocarmos regras no legal, o paralelo vai perdendo força. E o paralelo tem sempre a mesma base...a venda da falsa felicidade, o sonho nunca alcançado.
Como solucionar os problemas desses países? Criando vias de oferecer cultura às pessoas, dando-lhes a oportunidade de criarem uma consciência, e assim começarem a criar uma via de pensamento próprio...contra o mercado de armas ilegais, contra a exploração humana, contra as facções radicais religiosas, etc... Só uma cultura global consegue destruir os infernos da mentira.
Termino hoje com uma nota de rodapé. Mais do que cartazes, e das fofocas associadas, seria melhor debaterem-use as verdadeiras questões sobre o que se deseja para o país...como começando os partidos a dizerem como desejam ver a constituição portuguesa...para isso deixo uma pergunta:
Para quando a passagem a uma responsabilidade individual e com menos Estado à mistura e mais individualismo?
"Não é fácil definir o politicamente correcto com precisão, mas é fácil reconhecer quando ele está presente. É a tentativa de reformar o pensamento (…) também é a obscena, para não dizer intimidadora, demonstração da virtude (concebida como a adesão pública às visões "correctas", i.e., "progressistas") por meio de um vocabulário purificado e de sentimentos humanos abstractos. Contradizer tais sentimentos, ou não usar tal vocabulário, é colocar-se fora do grupo de homens civilizados.” T.D.
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