quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Igualdade vazia

Hoje começo com a notícia, muito badalada nos últimos dias, da promoção de um português para CEO de uma dos maiores bancos internacionais. Um português que é bancário e... Gay!
Tem algum mal sê-lo? Gay, não bancário? Não. Nenhum mesmo.
Mas o que me atraiu na notícia foi o facto de ainda necessitarmos, enquanto sociedade no geral, e aqui vou-me referir muito à comunicação social, de evoluir. A promoção deve-se muito, quero acreditar, às qualidades como gestor, como homem de visão, como bancário. Não pode haver uma promoção pela sua opção sexual. E não pode existir uma exploração social dessa mesma promoção, só porque falamos de alguém que é assumidamente homossexual. Concordo em pleno que, enquanto ser humano, ele possa viver no maior dos esplendores, as suas livres escolhas, sejam elas quais forem. Mas se querermos precisamente viver num mundo dito, mais ou menos livre, na consciência, não pode ser notícia essas mesmas escolhas. Tem de existir uma honestidade intelectual. Ou agora vamos acreditar que as promoções vão SEMPRE passar pelas escolhas pessoais, sejam elas quais forem, e não pelas qualidades profissionais? Um homossexual tem mais probabilidades de promoção que um hetero, ou um bi? Será que um vegano vai ter mais oportunidades do que um carnívoro? Será que um defensor dos direitos humanos vai ter mais privilégios que um que esta indiferente a certas causas?
E a maior das perguntas, será que escolhas pessoais diferentes, iram ditar decisões importantes, só porque a defesa da igualdade promove o fim da discriminação, e assim o fim das ditas minorias?
Pois, as minorias existem por 3 razões:
descriminação/ complexo,
Padrões sociais rígidos,
Imposição da igualdade.
E começo pelo último. A igualdade não pode passar pela aceitação da diferença. Esta tem de ser natural e óbvia. A diferença é a coisa mais fantástica que existe. Um homo, e aqui pego no assunto que tenho exposto, é diferente de um hetero. E qual é o problema? Nenhum. Porque? Porque esta escolha é apenas, uma entre muitas, pessoais e únicas a cada indivíduo. E é isto que é maravilhoso. A sensação de nunca se conseguir controlar as decisões e opções pessoais do outro é fantástica. Pode-se influenciar, sim, mas não mudá-las. Mas esta teoria obsoleta e perfeitamente desumana de querer impor a igualdade é uma perfeita mentira. E daqui nascem as discriminações, os complexos, etc. E esta notícia, mais uma tirada perfeitamente descabida da comunicação social, é o alimentar de um pensamento irreal e perfeitamente tirano. A igualdade só deve existir em três matérias - leia-se, direitos, deveres e oportunidades - mais nenhuma. Então se um senhor de 39 anos teve a oportunidade de chegar a CEO, deve ser noticiado apenas isso, pelas suas qualidades e deveres profissionais, não pelas suas escolhas pessoais. Senão castramos logo o pensamento e a sua liberdade.
Mas ainda me surgiu a questão, será esta notícia uma via de fomentar a igualdade de oportunidades?
Não. Nem todos somos homens, nem todos somos mulheres. Nem todos somos hetero, nem todos somos homo, bi, etc. Nem todos somos brancos, negros... Nem todos somos loiros, morenos..nem todos somos bons, maus...nem todos somos do Norte, Sul...e por aí fora...e???? Ainda bem que é assim. Qual é o problema de sermos diferentes?
Mas esta teoria de castração de consciências é o sinônimo do mundo em que vivemos, pois são estas demandas igualitárias que trazem o pior dos seus perigos: os fundamentalismos. E vejam-se os inúmeros exemplos...religiosos, políticos, sociais...etc...
E porque existe o fundamentalismo da igualdade!
Mas claro, uma última nota, a comunicação social só dá aquilo que se procura...num mundo frenético pelo alheio, nada como alimentar esse alheio...


Hoje ainda abordo um aspecto, da comunicação social também, mas positivo. Muito aliás.
Aproximam-se as eleições legislativas. Mais do votar contra ou a favor, maneira estúpido de escolhas, é importante saber votar. E para isso é importante ter uma consciência individual responsável. Para isso aconselho muito o site do jornal "O Observador", onde vão encontrar todos os partidos que se candidatam e as suas propostas em várias áreas. Muito bom este serviço para quem deseja saber o que vai votar, e só assim poder desenvolver um verdadeiro espírito crítico.
Até para a semana.  

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