segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Os Israelitas (In)Correctos.


Desde pequeno que o problema Israelo-árabe é assunto do dia-a-dia.
Ouço dizer por aí que os israelitas são o problema, são os invasores.
Pois então aqui vai um pouco de história:
A origem dos judeus é tradicionalmente datada aproximadamente 2000 a.C na Mesopotâmia, quando a destruição de Ur e da Caldeia forçou a população a imigrar para outros lugares. A família de Abraão estava entre aqueles que tinham imigrando para a Assíria. Abraão é considerado o fundador do Judaísmo.
A Estela de Merenpta, datada para 1200 a.C, é um dos mais antigos registros arqueólogos do povo judeu na Terra de Israel, onde o judaísmo, a primeira religião monoteísta, se desenvolveu. De acordo com relatórios da Bíblia, os judeus desfrutaram de períodos de autodeterminação, primeiramente sob juízes bíblicos de Otniel até Sansão. Depois, aproximadamente 1000 a.C, o Rei Davi, ou David, estabeleceu Jerusalém como a capital do Reino Unido de Israel e Judá, também conhecido como a Monarquia Unida, e de lá reinaram as Doze Tribos de Israel.
Quanto aos palestinianos:
A região era chamada de Palastu pelos assírios.
A palavra Palestina deriva do grego Philistia, nome dado pelos autores da Grécia Antiga a esta região, devido ao facto de parte dela (entre a actual cidade de Tel Aviv e Gaza) se terem fixado no século XII a.C., os filisteus.
Os filisteus não eram semitas e a sua provável origem é creto-miceniana, uma das mais conhecidas (embora recorrentemente mencionadas) vagas dos chamados "Povos do Mar" que se estabeleceram em várias partes do litoral sul, do mar Mediterrâneo, incluindo a área hoje conhecida como Faixa de Gaza. Segundo a tradição bíblica os filisteus seriam oriundos de Caphtor, termo associado à ilha de Creta. Este povo é igualmente referido nos escritos do Antigo Egipto com o nome de prst, por onde também passaram e foram repelidos.
No século II d.C., os romanos utilizaram o termo Syria Palaestina para se referirem à parte sul da província romana da Síria. O termo entraria posteriormente na língua árabe e é usado desde então para se referir a esta região.
Chamo a vossa atenção para o facto de os Judeus datam de 1200 a.c., e os filisteus de 1190 a.c. ( o mais aproximado, porque o sec. XII pode ter sido ainda muito à posteriori).
Mas gostava ainda de incluir mais uns dados:
1.     O único país do Médio Oriente que defende princípios mais próximos daqueles que a esquerda clássica defende, é Israel, falo da Democracia plural, dos direitos dos cidadãos, etc.
2.     A esquerda clássica defende que é Israel quem é o agressor sem piedade, pois bem, aconselho essas pessoas a lerem um bocado de história e de tácticas militares, pois o exército mais selectivo e mais objectivo nos seus alvos, é o israelita, eles apenas atacam quem devem atacar. O problema é que grupos armados como o Hamas, radicais, não tem problema, aliás é sua estratégia, refugiar-se entre o seu povo e sacrificá-lo, para obter uma dita “razão” para se defender, já que o tema ocupação não tem sentido, pela história.
Mas este assunto, os ataques a um povo que habituou-se a defender, um povo que está na terra onde nasceu, um povo que foi massacrado por um Holocausto (o mesmo que o Presidente do Irão diz ter sido uma falácia), mas mesmo assim é o povo criticado, é mais uma das tiradas magníficas do Politicamente Correcto, que procura na pobreza, no socialmente frágil, e nas supostas vítimas de invasões, motivos para as suas revoluções. Pois bem, gostava de os ver a levarem bandeiras em punho, mas para o meio dos rockets que caem sobre Israel… se calhar ainda iam dizer que são os Judeus que se atacam a si próprios e que o Hamas é apenas constituído pelos meninos do coro...porque afinal quem nasce torto, tarde se endireita.



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