Um texto que recebi de FSP, sobre a Greve Geral:
"A Greve Geral.
É antes de mais, uma discussão ideológica. O direito à greve está, e muito bem, consagrado constitucionalmente. No entanto hoje é imperativo discutir as causas e a própria existência deste direito nas empresas públicas. Se o direito protege a parte mais fraca, i.e., o trabalhador, face ao capital social da empresa, pressupondo a existência de uma relação desequilibrada de poder, qual o sentido da existência de greves, ou de certos manifestos de greve como p.e., o aumento do custo de vida ou o direito à felicidade, em empresas que são publicas ou cm interesse publico, em que o capital social é de todos nós? Haverá violação de direitos laborais em empresas públicas? Impossível no tempo dos Provedores e Procuradores Gerais. Nas relações de trabalho em empresas públicas, qual é, de facto, a parte mais fraca e vulnerável? Pode o interesse público ficar refém do interesse menor? Não, seguramente."
FSP
Eu penso que o direito à greve, e bem, é um dos direitos fundamentais de uma constituição livre, porque é um dos instrumentos da livre expressão dos povos. Mas, como todos os mesmos direitos de liberdade, devem ser assumidos com a devida responsabilidade. Penso que as greves devem ter ideologias bem definidas, na defesa dos direitos adquiridos, e não subservientes a interesses politco-partidários, como penso que a maioria das greves, infelizmente, o são em Portugal. Ainda não vi nenhuma greve mudar o rumo deste país, mas já vi uma manifestação pacifica, ordeira e apartidária, mudar as ideias que este Governo tinha para o país.
Não concordo com o facto de que a Grave deve ser manipulada, como muitas vezes acontece, exemplo, o controle absurdo da rede de transportes, o que impossibilita logo a deslocação de pessoas e activos, aumentando assim a guerra dos numeros de grevistas (sendo que vários são os que não desejam fazer, mas são obrigados). A greve tem de ter um espirito individual, livre e respeitável por todos. Não pode ter um espirito coorporativista, dominador e abusivamente controlador do pensamento livre de cada individuo.
Eu não fiz greve, mas respeito quem a fez, como quem não a fez. Não me revejo nesta greve, pois foi apenas do interesse ideologico partidário, na minha opinião.

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